Como proteger as tartarugas marinhas nas praias cabo-verdianas
Cabo Verde é o 3.º maior banco de desova do Atlântico. Regras práticas, operadores certificados e erros que deves evitar à noite na areia.
Entre julho e outubro, milhares de tartarugas marinhas Caretta caretta sobem às praias de Cabo Verde para desovar. O arquipélago é o terceiro maior banco de nidificação desta espécie no Atlântico — um privilégio que implica responsabilidade. Cada visitante pode ajudar a proteger este ciclo ou, sem querer, perturbar fêmeas e crias em fases críticas.
As praias mais importantes concentram-se em Boa VistaSanta MónicaAtalantaSal
A regra de ouro é simples: na praia à noite, escuridão e silêncio. Nunca uses lanternas de luz branca, flashes de telemóvel ou drones. A luz artificial desorienta fêmeas que procuram o local exato onde nasceram e confunde as crias, que seguem o reflexo natural do horizonte marítimo para chegar à água.
Jolo Diaz / Pexels
Mantém pelo menos 15 metros de distância, posiciona-te sempre atrás do animal e evita movimentos bruscos. Não toques em ovos, ninhos marcados ou crias. O ritmo da tartaruga é lento de propósito: interromper a subida ou a escavação pode fazer a fêmea voltar ao mar sem desovar.
Reserva excursões apenas com operadores certificados ou ONGs reconhecidas — Projecto Biodiversidade em Sal, associações locais em Boa Vista, programas de voluntariado com formação prévia. O teu dinheiro deve financiar monitorização, proteção de ninhos e educação comunitária, não espetáculos que enchem a praia de pessoas.
De dia, o impacto continua. Não deixes lixo, especialmente plásticos que o mar devolve à areia. Não conduzas quads ou jipes sobre zonas de desova marcadas. Se alojas em resort na Praia de Santa Maria
A melhor forma de «ver tartarugas» é garantir que elas continuem a existir daqui a 50 anos. Cruza este artigo com o nosso guia melhor época para visitar